Ilustração de casal na janela e a mulher está grávida
Amamentação: doses de saúde para o bebê

Amamentação: doses de saúde para o bebê

Apenas 40% das crianças no mundo são alimentadas exclusivamente com leite materno no início da vida, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Amamentar é um ato de amor que exige extrema dedicação. Os primeiros dias não são fáceis, pois representam a fase de aprendizado do binômio mãe e bebê”, diz a enfermeira Ligia Lacerda Meirelles, da Unidade de Atenção à Saúde – Medicina Preventiva da Seguros Unimed. “O importante é não desistir, é só uma fase e tudo se ajeita.”De fato, embora o leite materno supra todas as necessidades nutricionais do bebê, muitas mães abrem mão de oferecer o seio ao filho ao enfrentarem dificuldades como rachaduras nos mamilos, dor ou falta de tempo para conciliar a maternidade com compromissos profissionais. Idealmente, a amamentação exclusiva, ou seja, quando o leite materno é o único alimento oferecido ao bebê (ele não precisa sequer de água quando ocorre a livre demanda do leite materno), deveria ser prolongada pelo menos até o sexto mês de vida, pois fortalece o sistema imunológico e auxilia no combate a diversas doenças, de alergias respiratórias a diarreias.

No entanto, o tempo médio de amamentação exclusiva no Brasil não chega a dois meses, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Por isso, todos os anos, a Seguros Unimed se engaja em uma campanha pelo aleitamento. Agosto Dourado, como é batizada, tem o nome que associa a riqueza do ouro à qualidade do alimento. É um movimento que reúne uma grande rede de órgãos públicos e privados de diversas áreas, além de instituições de saúde.O objetivo é divulgar informações e ações que esclareçam e incentivem a amamentação. Para a Seguros Unimed, a mobilização em prol do Agosto Dourado integra o programa Cuidando de Perto, que abrange todas as ações de promoção à saúde, bem-estar e qualidade de vida da Seguradora.

Atenção ao parto Outra iniciativa que faz parte do Cuidando de Perto é o Parto Adequado. “O projeto incentiva hospitais e operadoras de saúde a desenvolverem modelos de atenção ao parto e ao nascimento que valorizem o parto normal e reduzam o percentual de cesarianas eletivas desnecessárias”, explica a enfermeira.O Brasil é o segundo país com a maior taxa de cesáreas do mundo, atrás apenas da República Dominicana.

Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a cesariana, quando não tem indicação médica, aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. O Programa Parto Adequado foi desenvolvido pela ANS, Hospital Israelita Albert Einstein e Institute for Healthcare Improvent (IHI, organização americana sem fins lucrativos), com apoio do Ministério da Saúde. Para fazer parte do projeto, cada operadora de saúde ou seguradora precisa apoiar uma maternidade. A Seguros Unimed trabalha neste projeto com o Grupo Santa Joana (maternidades Santa Joana, Santa Maria e Pro Matre Paulista), que realiza mais de 40 mil partos por ano no Brasil.

O apoio abrange, entre outras coisas, promover o envolvimento dos médicos da rede credenciada com a proposta do Parto Adequado e divulgar as informações entre as beneficiárias. “Além do Parto Adequado, nossas gestantes possuem o acompanhamento gratuito por uma enfermeira obstetra através do APP Canguru Gravidez”, conta Ligia. “A ideia é informar e apoiar as mulheres a fim de que se sintam confiantes para o momento do parto e após, com os filhos nos braços.”